segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Vou bloquear quem pensa diferente de mim


Pensei em bloquear no Facebook quem vota no Monstro.
Depois pensei: se eu bloquear, tenho que bloquear quem vota no PT.
Fui oposição ao PT por 13 anos e até hoje.
Bem, como sou marxista, tenho que bloquear quem defende a escravidão capitalista.
Sou trotskista, então tenho que bloquear os stalinistas.
E tem os que torcem para o Flamengo e o Corinthians.
E aqueles que não são vegetarianos.
E aqueles que comem açúcar e sal.
É. Amizade nada tem a ver com gosto, preferências.
Amizade é amizade.
Nunca perca aqueles que você gosta por causa de pensamentos diferentes.
A vida é muito mais que tudo isto.

Pedro Aparecido de Souza
17 de setembro de 2018

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Porque não voto em Bolsonaro


Nasci e cresci numa sociedade que chamava negro de macaco, que falava que negro quando não cagava na entrada, cagava na saída, índio era preguiçoso, que nordestino era preguiçoso, que ria do gordo, que humilhava e até matava as mulheres, que humilhava e até matava homossexuais, que odiava argentino, que dizia que quem estudava fica louco, que acreditava em lobisomem e mula-sem-cabeça.

Pois bem. Cresci. Estudei muito. Desintoxiquei o máximo que pude dos ódios e dos preconceitos. Ainda os tenho, pois foram 55 anos de veneno e 500 anos de tradição de ódio e preconceito. 4 faculdades, 3 especializações, 2 doutorados parciais, conheci uma grande parte do mundo,  e o mais importante, 34 anos se solidarizando com os derrotados e deserdados da História.

Eis minha razão de não votar em Bolsonaro e fazer campanha contra ele.

Todos nascemos intoxicados e ignorantes . Morrer intoxicado e ignorante, jactando ódios e preconceitos, é uma escolha.

Pedro Aparecido de Souza

03 de setembro de 2018




domingo, 26 de agosto de 2018

Nunca tenha preconceito contra os preconceituosos: valorize o lado bom das pessoas


Sou contra o preconceito contra pessoas preconceituosas.
Temos que se concentrar e aproveitar o lado bom das pessoas.
Todas têm um lado bom.
O cálculo é simples: jogue fora o que a pessoa tem de ruim e fique com a parte boa.
Vamos aos cálculos:

Racismo: 25%
Machismo: 10%
Gordofobia: 10%
Homofobia/lesbofobia: 20%
Transfobia: 15%
Elitismo: 10%
Xenofobia: 10%

Pronto: jogado fora o que não presta, sobrou o lado bom (some os percentuais acima...).

Valorize sempre o lado bom das pessoas. Sempre.


26 de agosto de 2018

Pedro Aparecido de Souza

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Como cumprir um mandado judicial a partir das novas regras do Novo Código de 08.07.2018


1. Verificar se o juiz ou desembargador que assinou o mandado judicial é simpatizante do mesmo partido do réu ou não;
2. Verificar se o juiz ou desembargador é competente ou não;
3. Verificar a figura do juiz natural;
4. Verificar se existe decisão de Colegiado no mesmo sentido;
5. Verificar se a decisão tem legalidade ou não;
6. Verificar se o juiz ou desembargador não está em férias;
7. Verificar se o juiz ou desembargador está no plantão ou não;
8. Verificar se o juiz ou desembargador é relator ou não;
9. Verificar se não existe um terceiro mandado judicial do presidente do Tribunal;
10. Verificar se o conteúdo da decisão tem lógica jurídica, além da legalidade;
11. Verificar com o juiz de primeiro grau para ver o que ele acha, mesmo se estiver de férias e a decisão for de Tribunal;
12. Verificar com a Junta se a decisão é legal;
13. Verificar se o réu preso se não está solto por outro mandado judicial;
14. Verificar se o réu solto se não está preso por outro mandado judicial;
15. Verificar com a presidente do STJ o que ela acha;
16. Verificar com a presidente do STF o que ela acha.

Prontinho. Agora pode cumprir o mandado judicial tranquilo.

11.07.2018


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sobre a importância do colaborador na empresa


O colaborador tem uma função social, humana e até espiritual dentro da empresa.

Em duas situações o colaborador tem uma importância estratégica para o empresário empreendedor.

Na época de vacas gordas, o colaborador tem a função de garantir que o patrão rico fique milionário, e o colaborador se mantenha pobre.

A outra função ainda é mais importante. Quando a empresa vai mal, o colaborador é demitido para garantir que o patrão rico permaneça rico, e o colaborador saia da zona de conforto e permaneça pobre.

Colaborador nunca!
TRABALHADOR(A) SIM!!!

27.06.2018

Pedro Aparecido de Souza

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Sobre a entrevista de Manuela D' Ávila no Roda Viva da TV Cultura.


Sobre a entrevista de Manuela D' Ávila no Roda Viva da TV Cultura.

1. Um horror como trataram a Manuela: machismo, falta de educação, misogenia, entre outros;
2. Manuela respondeu muito bem aos ataques vindos do "entrevistador" fascista que faz a campanha do Bolsonaro;
3. TV Cultura colocar fascista defendendo claramente a candidatura de Bolsonaro foi de um mal esgoto profundo;
4. Trazer outro "entrevistador" simpático do "Mises"ricórdia foi outro erro grotesco, pois o mesmo não deixava a candidata falar;
5. Interromperam a Manuela o tempo todo;
6. Fizeram de uma entrevista, uma campamha aberta contra a Manuela, inclusive as entrevistadoras mulheres;
7. Manuela tem dificuldades teóricas, apesar dos 20 anos de militância;
8. Manuela tem mais dificuldades ainda com números e com questões práticas da administração pública;
9. Manuela representa e é o PC do B em pessoa: faz acordo do PSDB ao DEM ;
10. O socialismo defendido por Manuela é, no máximo, uma gestão do capitalismo;
11. Manuela e o PC do B não são socialistas, nem aqui e nem em Marte.
12. Mais uma candidata do capitalismo.
13. O PC do B de Manuela geriu o capitalismo por 13 anos com o PT. Está com saudades.
14 O programa Roda Viva virou esgoto jornalístico depois do tratamento dado à Manuela.

27.06.2018

Pedro Aparecido de Souza

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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ensinaram-me a odiar

Quando nasci, não tinha ódio. Só amor.
Mas a "sociedade" me ensinou a odiar e amar coisas "certas" ao longo da vida.
Assim, logo que cresci ensinaram-me a odiar índios e amar os bandeirantes.
Ensinaram-me a odiar negros e amar os brancos.
Ensinaram-me a odiar pobres e amar os milionários.
Ensinaram-me a odiar quem era diferente da minha religião ou ateu e a amar quem era da minha.
Ensinaram-me a odiar favelado e amar os nobres da região central da cidade.
Ensinaram-me a odiar lutadores e a amar covardes.
Ensinaram-me a odiar quem é viciado em drogas e amar o empresário e dono da droga.
Ensinaram-me a odiar quem defende a vida e amar quem defende o patrimônio.
Ensinaram-me a odiar quem morre torturado e amar os torturadores.
Ensinaram-me a odiar quem critica e amar quem consente.
Ensinaram-me a odiar quem defende que criança não deve trabalhar e amar quem defende crianças trabalhando em carvoaria.
Ensinaram-me a odiar quem não gosta de ricos e amar os ricos.
Ensinaram-me odiar a pirataria e amar as patentes dos bilionários.
Ensinaram-me a odiar rebeldes e a amar ditadores torturadores.
Ensinaram-me a odiar o diferente e a amar o normal.
Ensinaram-me a odiar o sindicalista e a amar o patrão.
Ensinaram-me a odiar o gordo e amar o magrelo.
Ensinaram-me a odiar o homossexual e amar o heterossexual.
Ensinaram-me a odiar o homem escravizado e amar o escravocrata.
Ensinaram-me a odiar a igualdade das mulheres e amar o machismo.
Ensinaram-me a odiar as políticas sociais e amar o financiamento estatal ao bilionário.
Ensinaram-me a odiar o tratamento desigual para desiguais e amar a meritocracia entre bilionários e miseráveis.
Ensinaram-me a odiar quem libertava pássaros e a amar quem matava pássaros
Ensinaram-me a odiar quem lutava contra o veneno na lavoura e amar o veneno na comida.
Ensinaram-me a odiar quem não fumava e amar o tabaco.
Ensinaram-me a odiar quem não dá presentes caros e amar quem dá um anel de diamantes.
Ensinaram-me a odiar a Palestina e amar Israel.
Ensinaram-me a odiar o Iraque e a amar os Estados Unidos.
Ensinaram-me a odiar o marxista e o anarquista e amar os liberais.
Ensinaram-me a odiar o coletivo e amar o individual.
Ensinaram-me a odiar quem não tem e amar quem tem demais.
Ensinaram-me a odiar o ser e amar o ter.
Ensinaram-me a odiar a verdade e amar a mentira.
Ensinaram-me a odiar a solidariedade e amar o egoísmo.
Ensinaram-me a odiar o simples e amar o complicado.
Ensinaram-me a odiar quem pensa diferente e amar quem pensa igual.
Ensinaram-me a odiar quem protege as árvores e amar quem as derrubam.
Ensinaram-me a odiar o devedor e amar os banqueiros.
Ensinaram-me a odiar quem fala "errado" e amar quem fala a gramática dos deuses.
Ensinaram-me a odiar Marx e amar Smith.
Ensinaram-me a odiar qualquer projeto alternativo e amar o capitalismo.
Ensinaram-me a odiar quem não tem terra e amar quem é latifundiário improdutivo.
Ensinaram-me a odiar quem não tem casa e amar quem tem mansão.
Ensinaram-me a odiar mendigo e amar quem os mantém na mendicância.
Ensinaram-me a odiar quem trabalha e produz e amar quem explora.
Ensinaram-me a odiar quem é honesto e amar quem é desonesto.
Ensinaram-me a odiar quem não se vende e amar quem é vendido.
Ensinaram-me a odiar quem ama e amar quem odeia.
Ensinaram-me a odiar...
Mas, lá no fundo, a "sociedade" nunca me ensinou a odiar. Quem me ensinou a odiar foi uma parte de menos de 1% da população que odeia e explora os 99% que são explorados por ela. Estes 1% que controlam a tudo e a todos desde quando nascemos até a nossa morte e depois dela. Que controlam os meios de produção, a televisão, a revista, o livro, o rádio, o jornal, a internet e todo meio de comunicação existente. Que controla cada segundo da sua vida.
Os milionários e bilionários me ensinaram a odiar e amar coisas que lhes interessam.
Cabe a cada um morrer envenenado ou livrar-se do veneno.
Livrar-se do veneno de décadas a fio não é fácil e tem efeitos colaterais graves.
Mas o único meio de ser livre e amar verdadeiramente é fazendo escolhas diferentes do que lhe ensinaram a vida toda.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Boulos é o melhor: uma análise sobre a pré-candidatura de Guilherme Boulos a presidente da República





É importante assistir ao vídeo de uma hora e meia da entrevista que Guilherme Boulos deu em 07.05.2018 para o programa Roda Viva da TV Cultura.

Mas a análise de um pretenso candidato à presidente não pode ficar represada em uma única entrevista. A análise tem que ter observações sobre seu passado, presente e sobre seu partido, o PSOL. 
O PSOL pegou o Boulos no apagar das luzes. Mas isto não tira a legitimidade tanto de Boulos, como do PSOL.

Boulos é mais progressista que o PSOL. E nem se compara com Heloísa Helena em 2006. Heloísa Helena, apesar de fazer oposição ferrenha ao PT à época, e ter recebido apoio de intelectuais como Chomsky, Michael Lövy e Zizek fez uma campanha conservadora e atrasada. Boulos nem se pode comparar com Heloísa.

Boulos tem base real. Pequena, é verdade, mas tem. O que interessa não é a quantidade, mas a qualidade. O MTST é aguerrido, é de luta e faz o embate direto.

Sobre ser o herdeiro de Lula, é melhor que Lula em alguns pontos. Não tem o carisma, nem a história e nem a genialidade de Lula. Mas é mais preparado teoricamente que Lula e faz o enfrentamento melhor que Lula. Lula não é socialista. Boulos é. Em relação ao PT, Boulos está tão distante que nem é possível fazer comparação. O PT virou mais um partido do sistema capitalista, que faz qualquer concessão para gerenciar o capital.

Tanto na entrevista, como nas ações de Boulos, ele não foge de nenhum assunto polêmico. E faz sempre uma análise sem tangenciamento e sem dificuldade de discorrer sobre qualquer tema político. Deu uma surra nos entrevistadores do Roda Viva. E que surra! Deu vergonha. Assim é Boulos. Uma aula. Mas em nenhum momento Boulos fala em rompimento com o sistema capitalista. Defende reformas estruturais que qualquer país capitalista faz: imposto sobre grandes fortunas que já está na constituição, redução de juros, eliminação de privilégios, plebiscitos.

Mas nada de rompimento. Assim como o diabo foge da cruz, Boulos foge do rompimento.

Ele é o melhor para gerenciar o capital. Supera até Ciro Gomes e até Manuela, ambos reformistas e que querem disputar com Boulos o gerenciamento do capital, como o PT já gerenciou.

Boulos é o melhor para gerenciar o capital.

Para os socialistas e para a classe trabalhadora, nem pensar.

Engodo puro, como foi o PT, Ciro Gomes do PDT e Manuela do PC do B.


Pedro Aparecido de Souza



11.05.2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Como é duro lutar do outro lado, sem concessões:



. Ateu não tem céu, nem paraíso;
. Marxista trotskista não tem deputado no partido;
. Anarquista não tem partido;
. Nunca vai ter cargo comissionado;
. Não se submete ao sistema e nem ao reformismo;
. Nunca vai apoiar seu patrão, administração ou o governo de plantão;
. Nunca vai ter CÉU nem ser CEO;
. Quer mudar o mundo e parte do mundo te joga balas e pancadas;
. Quer libertar quem não sabe que está acorrentado;
. Deixa sua vida para cuidar da vida dos outros;
. Sempre torcendo pelos mais fracos, até no boxe;
. E ir numa direção quando a maioria  vem na direção oposta.

E segue a luta!
Sem concessões...

13 de abril de 2018


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Porque não votar em Bolsonaro: quando a psicologia explica a política

Em psicologia existe uma coisa chamada projeção. Esta teoria se deve a Freud e daí ser chamada de "Projeção Freudiana".

Freud definia que a pessoa projeta seus pensamentos, motivações e sentimentos indesejáveis em outra pessoa.

Para Peter Gay, a projeção é a expulsão destes sentimentos obscenos ao se atribuir a outrem estas obscenidades.

Então é fácil culpar alguém pelas nossas falhas e, principalmente se projetar em outro aquilo que você é e não admite nem sob tortura.

Voltamos à política.

Voto é imagem do eleitor no espelho. Como se dá o voto? O eleitor olha no espelho e vê seu próprio reflexo. Analisa qual candidato mais se parece com ele e quais são os pontos básicos que o candidato defende.

Ninguém vota em candidato que não se pareça com o próprio eleitor. Se isto não fosse verdade teríamos o "votocídio": votar em alguém que não me representa.
Portanto, quando o eleitor olha no espelho, analisa o candidato, observa o que ele defende, verifica o que ele já fez e faz, e, decide por votar e defender o candidato, o eleitor está votando na própria imagem do eleitor.

Isto independe de formação escolar, de nível econômico, de gênero. Basta ser eleitor. É instintivo, como se fosse uma luta pela sobrevivência: eu voto em quem me representa.

E, para finalizar, Bolsonaro é:
1. Racista,
2. Homofóbico,
3. Misógeno,
4. Incentivador de estupro,
5. Defende que a mulher tem que ganhar menos que os homens,
6. Defende a tortura,
7. Defende que não houve ditadura,
8. Votou contra os trabalhadores o tempo todo, inclusive votou favorável à Reforma Trabalhista que nos levou à níveis de 1900.
9. Votou a favor do congelamento do orçamento da educação, saúde e segurança por 20 anos e,
10. Mantém a família mamando no Estado e se enricou na política.

Este é o espelho. 

Pedro Aparecido de Souza
09 de janeiro de 2018